quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Se eu fosse obrigado a postar…




Estou viajando e esqueci o post do ano novo lá em casa (graças a Deus porque não agüentava ler e escrever sobre ano novo). Então vou ter que improvisar aqui.

Já que é ano novo... término de ano... vou aproveitar a ocasião pra viajar bastante.

Uma vez ouvi que tudo na vida tem começo e fim. Afinal de contas, essas generalizações são um pouco perigosas. Quando nascemos começa uma nova vida e tudo se faz novo pra nós. Para uma pessoa de meia idade descobertas estão sempre aparecendo mas, pela experiência adquirida, uma certa pedância em achar que sabe de tudo toma conta do ser da maioria. Quando já se está avançado na idade o conhecimento é a vantagem, mas, alguns vêem os mais novos e criticam, falam mal, esquecem que um dia eles foram assim e não tiveram alguém que ajudassem eles. Acabam por fazer os mesmos erros que cometeram seus antepassados.

Nossa vida é como uma linha reta que é percorrida ao longo do tempo. Tem Início e tem fim. Mas, vejamos casos mais alegres (só eu notei que viver está um pouco difícil?).

O amor... Aaa... Esse sentimento que invade qualquer pessoa, não importa o tempo, a idade ou para que. Alguns são incontestáveis - entre irmãos, entre pais e filhos e vários outros que não caberiam aqui.

Na verdade, a concepção verdadeira de amor é infinita (isso mesmo! O amor está deturpado pela humanidade). Muitas pessoas abrem a boca para dizer que amam sem na verdade nem saberem o que verdadeiramente é o amor (eu mesmo até pouco tempo não sabia). Talvez por isso tamanha dificuldade em alguns de dizerem que amam. E essa infinitude(adoro inventar palavras xD) é que perdura em alguns relacionamentos e famílias ate hoje. O amor é como uma aliança, não tem começo tem fim, depois que está feito é para sempre. Poderia passar o dia falando sobre tal, mas, nosso assunto é começo e fim e não amor.

Então, se pararmos pra refletir um pouco vamos fazer uma pequena reformulação na nossa frase inicial: Quase tudo na vida tem começo e fim. Mesmo que não seja para você, saiba disso. Quando começamos um novo ano, na verdade começamos um novo dia, então, vamos festejar “dia novo” todo dia. Aprendamos a valorizar o começo e o fim das coisas e prezar por aquilo que é infinito, pois não se acaba, mesmo você achando que acaba, viu?! Viva intensamente o que termina e o que começa e o que não tem fim. Todos são uma parte do Todo, o Uno, o Indivisível. Lembre-se que um dia o fim já começou e o que começará um dia vai ser fim... E o infinito sempre esteve lá...

(Eu falei que ia viajar não falei?).


               In Your Honor - Foo Fighters

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Um Amor Com Cheiro de Brisa...




Não consigo fugir de temas, no mínimo, afetuosos e, por vezes, beirando a melozidade (acho que essa palavra não existe). Vou dar uma demonstração de um mal que tenho que se chama “Observar”.

Estava eu, voltando da praça onde jogo basket quando estou na casa do meu avô e, de repente, me deparei com uma cena que me fez pensar. Um casal de velinhos sentados juntos em um banco.

O local também ajudava para o fato em questão. A praça estava decorada para o natal, as árvores estavam floridas e o chão cheio de pétalas. Quando chegaram ao banco o homem segurou a mão da mulher para que esta sentasse confortavelmente, logo depois, sentou ao lado dela. Ambos tomavam um sorvete. Conversavam e por vezes riam como se estivessem tendo o primeiro encontro. Todas as outras pessoas passavam e parecia que nada mais importava para eles.

Não quero me prolongar pois fiquei pacientemente sentado na frente deles - como se estivesse esperando alguém - enquanto admirava a cena por completo.

Pensei se um dia vou viver isso. Num mundo caótico onde tudo é cronometrado e não se pode perder tempo algum tenho medo de não poder compartilhar de tamanha felicidade. Quero ter uma velhice confortável como a aparente vida desse casal. Quero olhar para a minha amada e aos “sessenta e poucos anos” ainda poder vê-la como se fosse a primeira vez. E ainda ouvir os outros dizerem que meus olhos brilham quando a vejo. Não me importo se as rugas já nos cobrem o rosto ou se o vigor físico já não é o mesmo. Quero poder sair com ela e me divertir ainda. Quero poder estar em casa e discutir pelas mesmas coisas bobas: uma toalha deixada no banheiro, uma cama que não arrumei ou um prato que sujo. Quero sair com os amigos aos domingos e me divertir com eles também. Afinal, todos nós precisamos de vida social fora de um relacionamento. Quero contar as horas para chegar em casa e olhar para Ela.

Quero me divertir ao máximo quando for jovem mas, também quero viver um grande amor e que seja pra sempre! Não é pecado pensar assim, cada um tem seu plano de vida. Uma parte do meu é isso. Também não quero pensar demais no futuro e me esquecer do presente. Acontece que não tenho culpa se tenho esse mal de observar demais. Acabo por pensar demais, também.

Afinal de contas, hoje me esforço na esperança, quem sabe, de um dia não precisar mais, e viver minha vida mansamente, cheirando a brisa do mar...



                           Bom Par - Moptop

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ano Bissexto







São dias atípicos em que tudo é belo e a menor das coisas pode me fazer sorrir bestamente.” Ultimamente estou assim... Não consigo parar de me maravilhar com tudo que acontece ao meu redor e cada vez que acordo vivo uma sensação indescritível de felicidade.

Uma vez me disse um primo:

- Não pode bater um vento no rosto que ele abre o sorriso. (Risos)

Estou sempre sorridente, mas, é diferente acordar leve como hoje e estar sorrindo. Isso acontece pois com o tempo aprendi que não adianta estar de cara emburrada ou ficar se lamentando da vida. Descobri que esses sentimentos são melhores guardados para você ou no máximo dividir com os amigos que realmente confia. Ficar assim só causa stress e cansa, não só a sua mente, como a das pessoas que estão do seu lado. Às vezes me questiono se não seria um hipócrita por não demonstrar o que realmente estou sentindo mas isso não vem ao caso agora.

Em fim, decidi sorrir, assim minha vida se torna melhor. Hoje acordei feliz e nada nem ninguém pode me fazer me sentir diferente, estou em estado de êxtase. Estou festejando a vida! Acordei com aquela sensação de que nada pode me fazer infeliz. E já não me questiono do motivo de tamanha euforia, afinal de contas... Pra que perder tempo questionando? Você pode acabar achando um motivo contrário!

E me ver triste é uma casualidade quase assustadora. É raro e difícil como o dia 30 de fevereiro...


                           Cigarras - Forfun

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O Forasteiro


Acredito que a maioria dos blogs começa com um grande post, aquele que chamará a atenção de todos os outros para inúmeros comentários. Na verdade começarei de um jeito bem simples. Quem sabe um dia faça “ The Best” post. Enfim, já me prolonguei demais...


Nunca fui muito bom com palavras. Prova disso é que estudo na área das exatas. Também não pretendo aqui passar imagem de um cara serio, todos ao meu redor me vêem como o cara que faz todos rirem (mesmo que por uma idiotice que só eu consigo dizer!).


Não que seja um desses ignorantes sem cultura. Longe de mim isso! Tenho minhas idéias e adoro ler (principalmente livros ligados à filosofia), o que acontece é que às vezes não consigo dizer aquilo que realmente estou pensando ou sentindo, sempre fui mais de demonstrar ou agir do que falar, organizar as idéias nunca foi característica forte minha e pelo meu estado de espírito, sempre brincalhão, acabo por não ser levado tão a serio.


Então podem estar se perguntando... O que ele quer aqui ?


Exatamente pela necessidade de melhorar meus hábitos na oralidade( porque será casualidade oral né? ) é que estou começando este blog, não pretende me tornar um grande escritor ou ser um dos mais visitados na internet, apenas encontrei aqui uma forma de unir o útil ao agradável. O útil vocês já sabem qual é. O agradável seria aproveitar o blog para, quando convir, dividir com outros aquilo que se passa nos meus incontáveis dias corridos.


Sou como um “anão” em terra de gigantes ou um “forasteiro” recém chegado.


Quem sabe, um dia não me torno um dos “grandes”, ou então um “local”...


Forasteiro - Natiruts